Autor: Nucesp
Arena CES conta com novidades e mais uma vez é um sucesso
Pela primeira vez, o evento teve queimada mista
No último dia 09 foi realizada a sexta edição do Arena CES, o sábado esportivo dos cursos de Jornalismo e Publicidade do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. O evento contou com três times de futsal masculino, três de futsal feminino e dois de queimada mista. Pela primeira
vez o evento ofereceu a queimada mista e incluiu troféus para goleiro e goleira menos vazados.

Foto: Gilze Bara
Segundo a professora Ana Marta Ladeira, só foi possível organizar o Arena CES devido ao suporte da Coordenação, da turma de Comunicação e Eventos e dos patrocinadores/apoiadores (Mente Confiante, Viva Eventos, Paradinha Lanches, Cantina do Léo e Colégio Academia).
“A organização do Arena faz parte do projeto da Coordenação do curso e a disciplina de Comunicação e Eventos dá um suporte na estrutura, o qual chamamos de apoio executivo. A turma faz as inscrições, arruma os parceiros e faz contato com o Colégio Academia para ceder o espaço. É um trabalho para que, no dia, tudo corra bem”, disse Ana Marta Ladeira.
O evento foi mais uma vez um sucesso. Dentre os participantes, havia alunos, ex-alunos e professores do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Para Luiz Gustavo Freitas, aluno e participante do time Fundão, a experiência que o Arena CES promove é sempre excelente, pois há oportunidade de integração das turmas, fomenta a amizade entre os períodos e proporciona um momento de lazer.
No futsal masculino, o Pororoca, time formado por ex-alunos, foi novamente campeão. Já no futsal feminino, o título ficou com o Bola Murcha. Por fim, na queimada mista, o Mancester foi bicampeão consecutivo. Mais do que os resultados, o importante foi o momento de estímulo da prática esportiva.
“O Arena Ces 2019 foi muito bacana. Tivemos algo muito importante, que foi a presença de três times de futsal feminino. No ano passado, não tivemos a modalidade por falta de inscritos. Também tivemos, pela primeira vez, a queimada mista. Foi um pedido dos alunos e que deu super certo. No final das contas, ocorreu muito bem, sem nenhum problema e tudo dentro do esperado”, disse Gilze Bara, coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.
Para mais informações sobre o evento, acesse as redes sociais (@arenaces) ou o site da instituição (cesjf.br).
Resultados finais:
Futsal Masculino:
1°: Pororoca FC
2°: Canários
3°: Fundão
Futsal Feminino:
1°: Bola Murcha
2°: Pororoca
3°: As Surtadas
Queimada Mista:
1°: Mancester
2°: Bola Murcha
Por Gabriel Lutterbach
Sesi/JF Vôlei disputa Campeonato Mineiro sub-15
O time do JF Vôlei, em parceria com o Sesi, disputa o Campeonato Mineiro
sub-15, até o próximo dia 10, na cidade de Muriaé (MG). O técnico Marcão tem 70% do time formado por garotos dos núcleos de iniciação do voleibol.
O projeto é patrocinado pela ArcelorMittal, por meio da Lei de Incentivo
Estadual. Os adversários do JF Vôlei serão CRES/Varginha,
Usiminas/Consul/Usipa, Cruzeiro, Prefeitura Municipal de Juatuba,
Uberlândia/Gabarito, Olympico Club, Unifaminas/Muriaé e Minas Tênis Clube.

Responsável direto pelo retorno das categorias de base, o diretor técnico do JF Vôlei, Maurício Bara, comemora a presença na competição: “Participar do estadual sub-15, em parceria com o Sesi, é um acontecimento muito
importante para o JF Vôlei, que vem trabalhando, em sua categoria de base, com núcleos esportivos para cerca de 150 crianças. Sabemos das dificuldades e da responsabilidade, mas queremos que representem o JF Vôlei com dedicação, disciplina, empenho e comprometimento”.
Por Lara Valentim e Vinícius Tirapani
Em busca de um feito histórico
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 jogos ainda faltam para o fim do Campeonato Brasileiro, e o Flamengo segue em busca do título. O time venceu o Corinthians no sábado e faz três de quatro jogos, antes da final da Libertadores, no Rio de Janeiro. Os adversários: Botafogo, Bahia e Vasco. O rubro-negro carioca tem ainda uma partida fora, contra o Grêmio, de Renato Gaúcho, recentemente eliminado da competição internacional pelo próprio Flamengo. Em entrevista ao Globo Esporte, o matemático Tristão Garcia afirmou que a chance de título para o Mengão é de 95%, enquanto o Palmeiras tem 5% de possibilidade.
Os números do Campeonato Brasileiro impressionam. Até a nona rodada, o rubro-negro, até então comandado por Abel Braga, tinha cinco vitórias e duas derrotas. Com o técnico Jorge Jesus contratado e iniciando o trabalho após a Copa América, foram 21 jogos, com 17 vitórias, três empates e apenas uma derrota. Na história dos pontos corridos, nenhum outro clube conseguiu chegar na 30ª rodada com 71 pontos. O Palmeiras vem atrás, com oito pontos a menos, mas na disputa pelo título.

Além disso, o Flamengo tem uma média de 2,2 gols por partida, sendo 49 gols marcados até o momento e 25 sofridos. E detalhe: o time tem três goleadores na artilharia do campeonato, Gabigol (20), Bruno Henrique (15) e Arrascaeta (11).
Em números:
Nove jogos ainda precisam ser finalizados, mas o Palmeiras, com oito pontos a menos, ainda corre atrás da taça. Confira os próximos jogos dos dois times:
31ª rodada:
Botafogo x Flamengo – 07/11 – 20h – Engenhão
Vasco x Plameiras – 06/11 – 21h30 – São Januário
32ª rodada:
Flamengo x Bahia – 10/11 – 18h – Maracanã
Palmeiras x Corinthians – 09/11 – sábado – 19h – Pacaembu
33ª rodada:
Grêmio x Flamengo – 17/11 – 16h – Arena do Grêmio
Bahia x Palmeiras – 17/11 – 16h – Fonte Nova
34ª rodada:
O jogo do Flamengo foi adiantado por conta da final da Libertadores
Flamengo x Vasco – 13/11 – 21h30 – Maracanã
Palmeiras x Grêmio – 24/11 – 18h – Arena Palmeiras
35ª rodada:
Flamengo x Ceará – 27/ 11 – 21h30 – Maracanã
Fluminense x Palmeiras – 28/11 – 19h30 – Maracanã
36ª rodada:
Palmeiras x Flamengo – 01/12 – 16h – Arena Palmeiras
37ª rodada:
Flamengo x Avaí – data e horário ainda a serem definidos
Palmeiras x Goiás – data e horário ainda a serem definidos
38ª rodada:
Santos x Flamengo – data e horário ainda a serem definidos
Cruzeiro x Palmeiras – data e horário ainda a serem definidos
Os números do Flamengo até aqui:
Flamengo 6 x 1 Goiás – Maracanã
Corinthians 1 x 1 Flamengo – Arena Corinthians
Flamengo 3 x 2 Botafogo – Maracanã
Bahia 3 x 0 Flamengo – Fonte Nova
Flamengo 3 x 1 Grêmio – Maracanã
Vasco1 x 4 Flamengo – Mané Garrincha
Ceará 0 x 3 Flamengo – Arena Castelão
Flamengo 3 x 0 Palmeiras – Maracanã
Avaí 0 x 3 Flamengo – Mané Garrincha
Flamengo 1 x 0 Santos – Maracanã
Cruzeiro 1 x 2 Flamengo – Mineirão
Flamengo 3 x 1 Internacional – Maracanã
Flamengo 0 x 0 São Paulo – Maracanã
Chapecoense 0 x 1 Flamengo – Arena Condá
Flamengo 3 x 1 Atlético-MG – Maracanã
Athletico-PR 0 x 2 Flamengo – Arena da Baixada
Fortaleza 1 x 2 Flamengo – Arena Castelão
Flamengo 2 x 0 Fluminense – Maracanã
Flamengo 1 x 0 CSA – Maracanã
Flamengo 2x 2 Goiás – Serra Dourada
Flamengo 4x 1 Corinthians – Maracanã
Por Lara Valentim e Vinícius Tirapani
Falsas promessas
Andam por aí dizendo que o Flamengo é o Brasil na Libertadores. Como não
sou flamenguista, me custa admitir essa realidade, mas já que não me resta
alternativa senão aceitar, venho apenas comunicar que o Corinthians e a
Ferroviária fizeram uma final totalmente brasileira na Libertadores feminina.
Na última segunda-feira (28), o Corinthians venceu a campeã brasileira
Ferroviária por 2×0 em Quito, no Equador. As meninas do “Timão” se tornaram as rainhas das Américas em 2019.
A rivalidade entre as duas equipes poderia render centenas de manchetes nos veículos esportivos do país, afinal disputaram não só o Brasil, mas as Américas em 2019.
Neste ano, as mulheres subiram muitos degraus em busca da visibilidade do futebol feminino no Brasil: transmissão da Copa do Mundo em TV aberta, comerciais e mais espaço para jornalistas mulheres nas equipes de cobertura esportiva.

Porém, agosto chegou e as novas Martas, Cristianes e Formigas seguem tentando ganhar espaço no futebol do Brasil. Na França, nossa seleção pediu por mais visibilidade e todos prometemos que o futebol feminino seguiria por outro caminho. E não cumprimos.
Nós, fãs de futebol, precisamos começar dando atenção para as equipes femininas de nossos clubes do coração e torcer muito, pois são as primeiras a serem cortadas do orçamento dos clubes brasileiros.
Nossas meninas querem jogar futebol, o esporte que mais amamos. Todos os brasileiros, especialmente nós mulheres, temos que garantir que os avanços da Copa de 2019 não sejam apenas falsas promessas e que, no “país do futebol”, todo mundo possa jogar.
Por Alice Couto
Datas do Ibitipoca Off Road 2020 são definidas
O Ibitipoca Off Road teve suas datas definidas para o ano de 2020. O rally de
regularidade será realizado nos dias 1 e 2 de agosto do próximo ano (sábado e domingo). O evento completou 30 anos em 2019, quando teve um número recorde de inscrições de carros e motos: cerca de 700. Os participantes do rally seguem de Juiz de Fora a Ibitipoca por meio de uma trilha determinada para cada categoria.

As categorias de motos em 2019 foram: Brasil, Brasil Iniciante, Dupla Graduado, Dupla Júnior, Dupla Novato, Dupla Over 35, Estreantes, Feminino, Júnior, Master, Novato, Over 40, Over 45, Over 50, Over 55, Over 60, Pais e Filhos e Sênior.
Nos carros: Graduado, Master, Passeio pais e Filhos, Turismo e Turismo Light (4×4 e 4×2) .
O campeão da prova em 2019 foi Tunico Maciel na moto e Pedro Agrelle
(piloto) com Mateus Mazzei (navegador) nos carros.
Por Lara Valentim e Vinícius Tirapani
Em busca da América: Flamengo, minha maior paixão
Por Fernanda Keller em 24 de outubro de 2019
Não há como não se apaixonar por futebol. É um universo realmente lindo, emocionante, desafiador. A cada lance de um jogo, um disparar de corações, principalmente para a torcida. E quando se trata de uma final, de uma semifinal ou de algum jogo importante, somos desafiados a demonstrar o amor e o apoio para aqueles que torcemos, acreditando, a cada instante, que vai dar certo e que o time vai conseguir.
Eu nasci em 1997, em uma cidade do interior do Rio de Janeiro, e tenho uma família extremamente apaixonada por futebol. Não tinha como ser diferente comigo. Os meus tios, a minha mãe e os meus primos me ensinaram a amar o Flamengo. Não lembro como e nem quando, mas foi bem cedo. A figura de um segundo pai sempre ali, na sala de casa ou trabalhando bem perto, acompanhando os jogos todas quartas e domingos pelo rádio ou pela televisão, me instigava a assistir aos espetáculos todas as semanas.
Sabia que era um time que, naquela época, colecionava jogos com resultados não muito satisfatórios, mas tinha uma torcida ímpar. Era o Flamengo de Ronaldo Angelim, Renato Augusto, Toró, Obina… E eu assistia aos jogos fascinada, cantava o hino ao final das partidas (porque era o que eu sabia) e acreditava que, sim, Obina era melhor que Eto’o.
Lembro-me muito bem de quando o Flamengo jogava no meio da semana, e os jogos eram transmitidos somente pelos canais fechados. A saída era assistir na casa do vizinho botafoguense ou não assistir – o que nunca aconteceu. Assistíamos da janela do quarto do vizinho, onde a televisão ficava. Era onde nos sentíamos à vontade. E era sempre uma festa. Se o Flamengo ganhasse, festa. Se perdesse, festa – mas do meu vizinho botafoguense. E o Flamengo nunca deixou de ser o “Mengão macho”, como o meu vizinho dizia. Perdendo ou ganhando, estava lá. E tinha raça. Ainda bem.
Em 2009, eu tive uma das experiências mais incríveis desde quando resolvi acompanhar o Flamengo. Era um domingo e, lá em casa, já estava tudo preparado: televisão na varanda, churrasqueira pegando fogo e geladeira abastecida. Era dia de festa. O espetáculo era dentro de campo e, dessa vez, transmitido na TV aberta. Era a final do Campeonato Brasileir: Flamengo x Grêmio. Bandeiras, camisas e fogos de artifício anunciavam que a hora da bola rolar já estava próxima. Até o meu galo, o Rivelino, que ganhei da minha avó, estava a caráter: com a camisa do Flamengo e de frente para a TV. Uma ideia que partiu do meu tio.
Um brinde nos copos de botequim, cerveja bem gelada para os adultos e coca cola para mim e meus primos. O jogo começou. Estávamos tensos, mas tínhamos Pet, Imperador, Angelim. Era o nosso Mengão, e nós estávamos sem piscar, de frente para a TV, esperando aquele momento há nove anos. O Flamengo estava nervoso, afobado e, aos 21 minutos, GOL DO GRÊMIO. Ficamos perdidos, mas ainda acreditávamos. Pensávamos em milhões de possibilidades e, em meio à nossa aflição, o gol de empate, marcado por David. Tudo estava tão a favor do Flamengo, que até os gremistas torceram pelo Mengão. O motivo era o Internacional, que estava vencendo o Santo André. No segundo tempo, Pet cobrou um escanteio em que Ronaldo Angelim confirmou o que estávamos esperando: o gol da vitória. Foi motivo de tremor no Maracanã e também lá em casa. Meu tio até cambalhota virou! Flamengo, campeão brasileiro daquele ano. O que mais eu poderia querer?
Ganhamos alguns títulos depois desse, além de muitos clássicos. Mas perdemos também. E sempre que chegávamos na Libertadores, a história se repetia: perdíamos e não passávamos pela fase de grupos. Faltava alguma coisa – ou muitas. Era uma utopia. Mas continuávamos acreditando. É aquele ditado: a esperança é a última que morre.
2019. Vejo o Flamengo com outra cara, elenco de jogadores consagrados, mas que me deu susto na primeira fase da Liberta. Problemas, perdas, troca de técnico. Chegou o Jesus, o salvador da pátria, ou do urubu. Uma tática de jogo duvidosa, mas que deu resultado. Um outro ditado: em time que está ganhando, não se mexe. E ele acertou. Flamengo líder do Campeonato Brasileiro e disputando com raça, talento e humildade a Libertadores da América. Fase de grupos? Ficou para trás. A espera acabou. Vamos para o tudo ou nada.
Após muito sofrer às quartas-feiras, vi o Mengão classificado para a semifinal. O adversário era o Grêmio. O Grêmio de Renato Gaúcho, o Grêmio Imortal, o Grêmio do Rio Grande do Sul. O Grêmio de Cebolinha, Luan, Pedro Geromel… PEDRO GEROMEL!
Vamos para o primeiro jogo, em Porto Alegre, na casa deles. Dessa vez, eu assisti sozinha, sofrendo durante os 90 minutos, porque sabia do potencial do Grêmio e da genialidade de Renato Gaúcho. Novamente, vi um Flamengo seguro, com raça e organização dentro de campo. Bruno Henrique abriu o placar. Tivemos gols anulados, e a tensão só aumentava. Renato estava visivelmente preocupado, mordendo o cordão e sentado no banco, o que ele raramente faz. Depois do intervalo, o time que, nas palavras de Renato Portaluppi, jogava o “melhor futebol do Brasil”, voltou modificado, deixou o jogo equilibrado e empatou no final do segundo tempo com um gol de Pepê. Tudo igual. Vamos para o Maraca. A decisão vai ser na nossa casa.
23 de outubro de 2019. 38 anos de espera, era o jogo da vida de qualquer rubro-negro que ama o futebol. As horas pareciam estar mais lentas e demoravam a passar. Daria meia-noite, mas não chegaria 21h30, a hora da bola rolar. Tensão, emoção, lembranças tomavam conta de mim. Era o dia da semifinal da Libertadores. Era o Grêmio, o imortal, “o time com o melhor futebol do Brasil”, segundo Renato. Mas era o meu Flamengo. O Flamengo de Jesus, de Arrascaeta, de Gabigol, Bruno Henrique, Rafinha, Everton Ribeiro… Era o Maracanã de vermelho e preto, com mosaico “Até o fim”, com fogos e quase 70 mil torcedores apaixonados cantando antes, durante e depois dos 90 minutos. Já estava quase na hora da bola rolar. Dessa vez, não teria churrasco, televisão na varanda e nem galo com camisa do Flamengo. Mas tinha o mesmo amor, a festa seria por chamada de vídeo e o motivo era o mesmo: O MENGÃO.
Começou o jogo. O Grêmio estava arriscando finalizações, provocando, dando sustos e, no auge do perigo, Diego Alves nos segurou. Segue o jogo. A torcida não parava de cantar, o Grêmio buscava o jogo, criava oportunidades, Gabigol tentava, mas nada do gol sair. Estava entalado, mas estava próximo. Mais uma jogada de Gabigol, na frente, chute para o gol, Paulo Victor defende e a bola sobra para Bruno Henrique. GOL! 1×0 Flamengo. O Grêmio ficou desestruturado. No segundo tempo, o Flamengo fez mais um gol com menos de três minutos de jogo. Golaço de Gabigol. Pênalti de Geromel em Bruno Henrique: Mais um do Mengão, gol de Gabigol. E o jogo seguiu. O Grêmio tentou, mas Pablo Marí ampliou pro mais querido do Brasil.
4×0 Flamengo. E quando nós não queríamos mais nada além de que o jogo acabasse, Rodrigo Caio fez mais um. Virou passeio! Flamengo 5, Grêmio 0. E eu me perguntava: era aquele mesmo time que Renato Gaúcho disse que jogava o melhor futebol do Brasil? Não, não era não!
O juiz apitou. Fim de jogo. Era a confirmação. Com 22 anos, eu pude ver o meu Flamengo ir para uma final de Libertadores após 38 anos. Não foi o elenco que eu conheci. Estava totalmente modificado, mas a essência parecia a mesma: raça, amor e paixão, além de muito talento. Foi lindo, uma aula de futebol. Dentro do Maracanã, as pessoas participaram de um espetáculo maravilhoso, e eu pude assistir, dessa vez sem ser na janela do vizinho botafoguense, mas vibrando muito por cada conquista e, principalmente, pela conquista de ontem.
O Flamengo é uma das minhas maiores paixões. Foi com o Flamengo que eu pude descobrir o meu amor pelo esporte, que desfrutei de momentos lindos com a minha família, meus vizinhos e amigos. É tanto amor, que eu sinto necessidade de transmitir e, por isso, escolhi o Jornalismo Esportivo para a minha vida. O meu time me deu a oportunidade de viver um dos momentos mais significantes da trajetória que eu pude acompanhar, a semifinal da Libertadores da América. O dia 23 de outubro de 2019 vai ser para sempre lembrado, assim como o Brasileiro de 2009. Ninguém me contou, eu vi.
Que o Flamengo inspire e emocione outras gerações, assim como a minha. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. E eu preciso dizer que, mais uma vez, JOGAREMOS JUNTOS.
“Em dezembro de 81 botou os ingleses na roda
Três a zero no Liverpool, ficou guardado na história
E no Rio não tem outro igual
Só o Flamengo é Campeão Mundial
E agora o seu povo pede o mundo de novo
Dale, Dale, Dale Mengo
Pra cima deles, Flamengo!”
38 anos depois
38 anos, 456 meses, 13.870 dias. Esse é o tempo em que uma nação se calou.
Esse é o tempo em que o Flamengo não chegava a uma final de Libertadores. As expectativas? Favoráveis! A máquina que o Flamengo se tornou em tão pouco tempo instiga o torcedor a acreditar, faz o adversário se assustar, deixa os amantes do futebol ainda mais apaixonados – e sem clubismo.
Um dia nunca demorou tanto a passar. Uma aula de rádio nunca foi tão longa. Mas não era uma quarta-feira qualquer, era dia de decisão, era dia de Flamengo. O primeiro tempo, morno. Um gol de Bruno Henrique no final pra reacender a esperança da classificação. O Grêmio chegou, apertou, tentou. Mas não foi suficiente. O segundo tempo mostrou que chegamos com raça, sem brincar, pra vencer. Foram mais quatro gols. Isso mesmo, quatro. Dois de Gabigol, pra incendiar a torcida e se igualar à marca de Hernane Brocador. E mais dois da dupla de zaga que roubou o meu coração, Pablo Marí e Rodrigo Caio.
Eu não era nascida quando o Flamengo conquistou o mundo, mas hoje vivemos um sonho. No plural, porque carrego no peito milhões de torcedores que estão nas nuvens com essa conquista. Nunca senti tanta emoção. O coração acompanha o ritmo da música, acompanha o grito da nação: “Vamos Flamengo, vamos ser campeões!”
Por Laura Figueiredo
Bia Ferreira leva o ouro no Mundial de Boxe
Atleta baiana, radicada em Juiz de Fora, também se consagra como a melhor lutadora do campeonato
Por Franklin Ribeiro


Bahia vai jogar com camisa “manchada de óleo” em protesto ao desastre ambiental no Nordeste
Nesta segunda-feira, 21 de outubro, o Bahia entrará em campo com o uniforme “manchado de óleo”, em protesto contra o vazamento que ocorreu no Nordeste nos últimos dias.
O jogo será contra o Ceará, na Fonte Nova, às 19h30, horário de Brasília. A
notícia do posicionamento veio nesse domingo, quando, por meio de sua rede social oficial, o time fez uma postagem que repercutiu no mundo do futebol.

Fonte: Acervo pessoal do Bahia
Além da postagem no Twitter, o clube postou um manifesto no qual defende as praias nordestinas e pede punição aos responsáveis. Leia o manifesto:
“O problema é seu. O problema é nosso.
Quem derramou esse óleo? Quem será punido por tamanha
irresponsabilidade?
Será que esse assunto vai ficar esquecido?
O Bahia é você, somos nós, cada ser humano.
É a forma como representamos o amor, o apego, o chamego, o sagrado, a
justiça. O Bahia é a união de um povo que vibra na mesma direção, que respira o mesmo ar e que depende da mesma natureza para existir, para sobreviver.
Jogaremos nesta segunda-feira (21), contra o Ceará, em Pituaçu, com a
camisa do Esquadrão manchada de óleo.
Um convite à reflexão: o que faz um ser humano atacar e destruir espaços
sagrados? O lucro a qualquer custo pode ser capaz de destruir a ética e as leis que regem e viabilizam a humanidade?
A barbárie deve ser tratada como tal, não como algo natural”.
As manchas de petróleo em praias do Nordeste já atingiram 187 localidades
em mais de 70 municípios de nove estados desde o início de setembro. A
substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O óleo tem afetado a
vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas. A origem do material poluente está sob investigação.
Esta não será a primeira vez em que o Bahia se posiciona em assuntos
polêmicos. Recentemente, o técnico Roger Machado tocou em uma ferida
histórica do país: o racismo. Motivado pelo encontro com Marcão, do
Fluminense, o comandante do time baiano deu uma aula em entrevista coletiva – os dois são os únicos negros no comando de times na elite do futebol brasileiro.

Foto: Thiago Ribeiro/ AGIF
“Não deveria chamar atenção e ter uma repercussão grande dois treinadores negros, que foram destaque como jogadores, estarem se enfrentando na área técnica. Para mim isso é a prova que existe um preconceito, à medida que a gente tem 50% da população negra e a proporcionalidade que se representa não é igual. A gente tem que se questionar: se não há preconceito no Brasil por que os negros têm um nível de escolaridade menor que os brancos, por que a população carcerária é 70% negra, por que quem mais morre são os jovens negros no Brasil…”, desabafou Roger.
Além do posicionamento ambiental e racial, o time também já fez campanha contra a homofobia, divulgando, em sua rede social, um vídeo criticando o ato preconceituoso e utilizando bandeirinhas coloridas em seu estádio para simbolizar a diversidade.
Por Maria Eduarda Ferreira













