Medo de ousar

Por Jeferson Almeida

Quando o Palmeiras, lá no ano passado, foi atrás do Felipão, deixou claro pro torcedor que estava contratando alguém pensando apenas no resultado. E apesar da resistência no início, o torcedor comprou a briga e apoiou até o fim. Em dezembro, título brasileiro – sem brilho, mas com eficiência.

No entanto, Felipão é previsível, e uma hora todos iam perceber que o time continuava atuando da mesma forma, e a fonte ia secar.

Aconteceu. Quase dois meses sem vitória no Brasileiro e eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores.

Depois de toda cobrança da torcida, a demissão é compreensível. A escolha do substituto, questionável.

A expectativa quando há uma mudança de comando é pelo novo. Algo que dê uma cara nova ao time e um novo ânimo até mesmo para o elenco.

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro 

A escolha de Mano significa optar pelo mesmo trabalho, mas com nomes diferentes. As críticas que se faziam ao Cruzeiro eram as mesmas do Palmeiras.

Com dois exemplos claros de trabalhos ousados que estão dando certo (Sampoli no Santos e Jorge Jesus no Flamengo), era hora do Palmeiras talvez buscar alguém de fora. Ou então ousar e contratar, quem sabe, até mesmo o Fernando Diniz.

O medo de ousar acabou fazendo os dirigentes palmeirenses tomarem decisões precipitadas. Surpreendeu não ver o nome do Marcelo Oliveira sendo ventilado.

O Palmeiras tenta se manter na sua zona de conforto, e o Mano deve dar continuidade ao mesmo conceito que o fez ser demitido da Raposa no mês passado. Faltou algo impactante. 

Pode dar certo? Pode! Mas se em alguns jogos o resultado não aparecer, a crise será ainda maior. O voto de confiança que teve no ano passado não terá de novo. O título brasileiro, para o torcedor, virou obrigação. 

Aos 8 anos, Ricardinho, de Além Paraíba, é o atual campeão estadual de Karatê

O pai, Luciano Dutra, revela que o segredo está nos treinamentos incansáveis no dia a dia. Apesar da idade, Ricardinho já é filiado à CBK e à JKA, principais associações de karatê do país.

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Ricardinho na premiação de um dos sete títulos conquistados – Foto: Reprodução

Apesar da pouca idade, o pequeno Ricardo Leal Dutra, o Ricardinho, aluno do 3º ano do Ensino Fundamental da CNEC de Além Paraíba, já conquistou sete títulos em dez disputados, além de dois vice-campeonatos e um terceiro lugar. Dentre esses títulos, estão o XX Campeonato Brasileiro de Karate-Do Shotokan JKA e o Campeonato Estadual da Confederação Brasileira de Karatê (CBK), ambos da categoria Kata Mirim (de 7 a 8 anos), organizados por duas das principais associações caratecas no Brasil. Por exemplo, para disputar as Olímpiadas, você só poderá caso seja filiado à CBK. Segundo o pai do atleta, Luciano Dutra, o segredo está nos treinos diários, como tudo na vida:

“O segredo de tudo é treinar. Em qualquer esporte, qualquer coisa, é treino. O Zico, por exemplo, treinava cobranças de faltas quando não tinha mais ninguém nos treinamentos. Então, quando ele batia, parecia até que era um
pênalti. O que o Ricardo faz? Treina em casa. É lógico que ele tem facilidade. Ele entrou no karatê já sabendo a base, as posições, uma vez que eu já pratiquei esse esporte. Porém, independente de qualquer coisa, ele treina todo dia. Não existe dia em que você não treina. Quer ser perfeito? Vai treinar. Nos últimos dias, ele fez quatro horas de natação e depois mais duas horas de karatê. Ele chegou em casa exausto, cansado.”

Entretanto, essa história de conquistas começou há pouco tempo. Para ser
mais exato, o campeão Ricardinho pratica karatê desde 2017. Esse número é
menor ainda se levado em conta o primeiro torneio que disputou, em agosto de 2018. O início foi na Academia Além Fitness, em Além Paraíba, cidade da Zona da Mata Mineira. Na ocasião, ele tinha 6 anos. Dois anos mais tarde, hoje ele pertence à equipe do Sensei Rousimar Neves, de Juiz de Fora, pela JKA, além da Academia LS Team, de Trajano de Morais (RJ), do Sensei Leonardo, pela CBK – essa última possui filial na sua cidade, local onde o pequeno também treina.

“Aos 6 anos de idade, ele foi fazer um teste de faixa em uma academia de Juiz de Fora e foi o melhor, apesar de contar com pessoas de 20 anos. Ele leva jeito, mas não é só por eu ter ensinado antes. A partir daí, o Leonardo Silveira, técnico da seleção carioca de karatê, que fez o teste de faixa, o levou para a equipe da seleção. Logo, ele começou a pertencer à Confederação Brasileira de Karatê (CBK). Nesse meio tempo, ele também entrou na JKA, uma associação japonesa”, conta o pai de Ricardinho.

Mesmo que Ricardinho tenha no currículo conquistas importantes como o Campeonato Estadual JKA RJ 2019, Campeonato Estadual CBK, FKERJ 2018, Etapa 1 Classificatória do Campeonato Brasileiro de Karatê da CBK 2019 e o
mais recente Campeonato Brasileiro de Karatê da JKA 2019, contando inclusive com a presença dos dois grandes mestres Takenori Imura e Yoshizo Machida (Presidente da JKA), o pai não quer que o filho pare por aqui. De acordo com ele, o mais importante não são as medalhes, mas sim o respeito, o caráter, a honestidade e saber respeitar os limites do corpo:

“O importante não é a medalha. Depois colocamos dentro de uma caixa e acabamos esquecendo. No momento da vitória é legal, mas vamos continuar, temos mais campeonatos pela frente. Ao contrário, o mais importante é o respeito, o seu caráter, ser honesto, saber o seu limite e que pode perder ou ganhar. Por exemplo, numa competição há pouco tempo, o Ricardo tinha acabado de ganhar de um companheiro e o mesmo estava comemorando o título junto conosco. Esse é o princípio das artes marciais. Além disso, o esporte ajudou muito na concentração do Ricardo na escola.”

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Ricardinho ao lado do pai e do Sensei Rousimar Neves, de Juiz de Fora – Foto: Reprodução

Ricardinho também não quer parar após os títulos. Aliás, o menino é apaixonado por esportes. Além do karatê e da natação, ele também pratica futsal. Porém, é o karatê que o faz sonhar.

“Quero ser campeão, melhor do mundo e professor de karatê”, diz o menino aos 8 anos.

Por Gabriel Lutterbach

Primeira edição dos Jogos Universitários Femininos promete agitar Juiz de Fora

Será realizada, agora em setembro, a primeira edição dos Jogos Universitários Femininos (JUFEM), projeto idealizado para valorizar as atletas mulheres nas competições universitárias em Juiz de Fora. O evento está marcado para os dias 20, 21 e 22 de setembro (sexta, sábado e domingo), no Campus Academia do Centro de Ensino Superior (CES/JF). As competições são abertas ao público nas quatro modalidades disputadas, sendo elas vôlei, futsal, handebol e tênis de mesa.

Time da Atlética CES (Foto: Atlética CES)

A secretária da Atlética CES/JF, Júlia Carneiro, explica que as competições
universitárias sempre dão mais valor para os jogos masculinos, seja nos horários ou na divulgação. Por isso, ela destaca a necessidade de uma competição que valorize as mulheres:

“A demanda surgiu da percepção de que os times femininos eram desvalorizados em relação aos masculinos nos jogos universitários da cidade. Pensamos em um campeonato universitário feito por mulheres e exclusivamente para mulheres, que pudesse incentivar as mulheres universitárias.”

Ainda segundo Júlia, este é um evento de muita força, resistência e sororidade. Ela enfatiza ainda que a maioria das pessoas que trabalham no evento é composta por mulheres, desde a criação da identidade visual até a comissão de arbitragem: “A gente espera que o público apareça nos jogos e apoie as meninas. Onde pudermos colocar mulheres trabalhando, elas vão estar lá”.

Além da Atlética CES/JF, também estão confirmadas a Atlética Granbery, a Atlética Vianna Jr. e a Atlética da Estácio Juiz de Fora. Ainda restam duas vagas a serem preenchidas até a competição. “Espero que vocês gostam do evento tanto quanto estamos curtindo montar ele para vocês”, finaliza Júlia.

Júlia Carneiro secretária da Atlética CES (Foto: Atlética CES)

Mais informações e o cronograma do evento estão sendo postadas no instagram “@_Jufem”.

Por Alice Couto

Fernando Rômulo, um exemplo de que atitudes podem melhorar o mundo


Por Fernanda Keller


É muito difícil acreditar que, na atual realidade do mundo, ainda existam pessoas que pensam no próximo. Por mais triste que isso seja, se doar para ajudar outras pessoas e se dedicar para que isso aconteça virou raridade. Por isso, sempre que vejo uma boa ação, um gesto de amor, de compaixão e humildade, sinto que é importante compartilhar. Talvez seja para demonstrar orgulho ou, às vezes, para que as pessoas enxerguem que podemos tornar o mundo um lugar melhor com as nossas atitudes.


Era um dia comum. Fui para o estágio, conversei com meus chefes sobre as
notas que teria que produzir, sugeri pautas e guardei algumas dicas sobre o que poderia melhorar. Em seguida, fui produzir, afinal, estou lá para aprender a
produzir e lidar com o que escolhi para a minha vida. O clima estava tenso,
correria para fechar o jornal e terminar de apurar as notas. Liguei para mais de
quarenta lugares na ronda, e o que eu menos esperava era que receberia uma
ligação tão valiosa naquele dia.


De repente, o telefone da minha mesa tocou. Era um atendimento, uma coisa de rotina. Pedi para a recepcionista passar e para a minha surpresa, aquela ligação mudou o clima da redação inteira. Era o Fernando, um homem humilde, cheio de ideias e atitudes simples, mas valiosas e que, sim, podem mudar o mundo.

Créditos das fotos: Imagens TV Alterosa


Fernando é motorista de ônibus, morador do Grajaú e um sonhador. Sonhador
e cheio de atitude. Acredita em um mundo melhor e se move para que isso
aconteça. Por acreditar nisso, ele montou uma escola de jiu-jitsu no terraço de
sua casa e dá aulas para as crianças do bairro. O motivo é simples: ocupar o tempo vago das crianças e ajudá-las a ter disciplina, respeito pelas famílias e notas boas na escola. Tudo isso gratuitamente, por amor e esperança na juventude.


É difícil de acreditar, né? Eu sei. Também não acreditei. Até que conheci o
Fernando e puder ver o quanto o projeto é incrível. Ver as crianças lutando, os
pais satisfeitos com as mudanças disciplinares e o compromisso de cada uma
delas me fez acreditar que ainda há esperança. Mais uma vez, o esporte
ensina que o simples é importante. Que não são necessários investimentos de porte ou salários altos para que o esporte seja transformador. O mundo precisa de pessoas como o Fernando, com atitude, apesar de pouca verba. E é pensando nisso que ele colhe, todos os dias, frutas passadas nos hortifrútis da cidade e faz vitamina para dar às crianças depois dos treinos.

Créditos das fotos: Imagens TV Alterosa


Ainda bem. O esporte ajuda. Mas atitudes ajudam mais ainda. O mundo pode
ser melhor, acredite. É aquele ditado mesmo: eu quero, eu posso e eu consigo.
Para um mundo melhor, invista em você. Melhore as suas atitudes e tenha
esperança. O Fernando é só um exemplo de que a possibilidade somos nós
que criamos.

Gritando no vácuo

Com o Pan-Americano de Lima acontecendo nas últimas semanas, eu me
desliguei completamente do resto do mundo. Celebro cada vitória do Brasil
com lágrimas, mais do que nas Olimpíadas, porque somos sempre um dos
favoritos. Mas sempre há alguém na frente. Os Estados Unidos, sendo mais
específica. Soberanos até levando times reservas, me matam de raiva
decolando no quadro de medalhas de uma competição para a qual nem dão tanto valor.

Mas depois vem o Parapan. E aí é só alegria! O Brasil sempre está isolado no
quadro de medalhas, competindo de igual para igual contra os Estados Unidos com seus melhores atletas. Nossos paratletas sempre fazem bonito em qualquer competição, mas parece que gritam no vácuo.

Se você, leitor, não tem a dimensão do que eu estou dizendo, saiba que
terminamos a competição com 308 medalhas – o recorde do Brasil, contra 185 do segundo lugar, justamente ocupado pelos Estados Unidos. E ouros?
Somamos 124, mais do que o dobro dos ouros norte-americanos. Entretanto, esse triunfo parece não valer de nada para as grandes marcas e a imprensa. O corte de cabelo do Neymar muitas vezes vale mais.

Mas não podemos culpar somente a mídia, já que nós também praticamente nem nos interessamos em saber. Temos que passar a falar dos nossos paratletas que, todo dia, lutam por um país que nem lhes dá visibilidade. Lutam com muita garra e se superam a cada dia, uma verdadeira lição de vida para quem dá a eles tão pouco valor.

Juiz de Fora conta com paratletas incríveis precisando de visibilidade, como a Marcelina do Nascimento, campeã nacional de Jiu-Jistsu, e Gabriel Schumann, promessa da nossa natação. O Brasil precisa reconhecer e divulgar os tantos heróis do nosso esporte que lutam pela nossa bandeira e representam tão lindamente o país em qualquer lugar do mundo. Eles também merecem nossa atenção, nossas lágrimas de emoção e aquele frio na barriga. Com o fim da edição de Lima 2019, nossa enorme gratidão ao Time Brasil.

Por Alice Couto

Wesley Moraes marca pela primeira vez na Premier League

Atacante juiz-forano fez um dos gols na vitória de 2 a 0 do Aston Villa contra o Everton

O atacante Wesley Moraes, 22, fez o primeiro gol dele pelo Aston Villa no dia 23 de agosto, na vitória por 2 a 0 contra o Everton, pela terceira rodada da Premier League. A partida foi disputada no Villa Park, na cidade de
Birmingham, na Inglaterra. O camisa nove balançou a rede aos 21 minutos do primeiro tempo, em um chute cruzado de primeira dentro da grande área. Wesley também participou da jogada do segundo gol, em um contra-ataque no final do jogo que decidiu o confronto. Nas rodadas anteriores, a equipe havia perdido os jogos contra o Tottenham e o Bournemouth, por 3 a 1 e 2 a 1, respectivamente.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o atacante juiz-forano comentou
sobre a vitória e seu primeiro gol com a camisa dos Villans: “A gente não começou a Premier League como queríamos, mas sabíamos que precisávamos vencer esse jogo. O Everton tem um excelente time, e a nossa equipe conseguiu jogar de maneira organizada do começo ao fim. Fico muito feliz por ter marcado e ajudado o Aston Villa a voltar a vencer no campeonato inglês. Agora temos de manter o trabalho e seguir evoluindo a cada jogo”, disse o centroavante.

Wesley também falou sobre a adaptação ao futebol inglês: “Cheguei há algumas semanas na Inglaterra e ainda estou me acostumando com a cultura e o jeito da Premier League. A competição é a melhor do mundo, e os jogos são intensos e com muito choque. Aos poucos, vou melhorando e tenho certeza de que será uma ótima temporada”.

Essa foi a primeira vitória do Aston Villa na elite do campeonato inglês desde 2016. Nas últimas três temporadas, a tradicional equipe do centro-oeste da Inglaterra estava disputando a EFL Championship, equivalente à segunda divisão nacional. Após a campanha do ano passado, o time comandado pelo técnico Dean Smith e pelo auxiliar John Terry (antigo zagueiro do Chelsea e capitão da seleção inglesa) conseguiu o acesso à Premier League.

Com o objetivo de fazer uma boa campanha na primeira divisão, o bilionário egípcio Nassir Sawiris, presidente do clube, resolveu investir forte em contratações. A mais cara delas foi justamente o juiz-forano Wesley Moraes. Para contar com os serviços do jogador, o Aston Villa pagou 22 milhões de euros ao Clube Brugge, da Bélgica, antiga casa do camisa 9, e bateu o recorde de valor pago em um único jogador em toda a história do time inglês. Além disso, o atacante se tornou o primeiro brasileiro a assinar contrato com o Aston Villa.

Começo no futsal juiz-forano e ida para a Europa

Wesley Moraes começou a carreira jogando futsal, aos 6 anos, na escolinha do Sport, em Juiz de Fora. Aos 14 anos, o atacante mudou para o futebol de
campo, também atuando pelo Verdão da Avenida. Depois de fazer um bom Campeonato Mineiro ca categoria infantil, Wesley foi fazer teste no Cruzeiro, mas acabou desistindo e voltou para casa. Após de um tempo, a convite de um empresário, ele tentou o Atlético-MG, mas não passou na peneira.

Aos 16 anos, o juiz-forano já tinha dois filhos e teve que conciliar o futebol com um trabalho em uma fábrica de pregos e parafusos. Em 2014, com 18 anos, o atacante foi para o Itabuna-BA e finalmente virou profissional. A passagem pelo Nordeste durou pouco, pois quatro meses depois ele foi para o time sub-19 do Atlético de Madrid, da Espanha.

Pela equipe espanhola, Wesley jogou dois torneios, mas acabou saindo após
um desentendimento do seu empresário com a diretoria do clube. O juiz-forano do bairro Santa Luzia voltou ao Brasil e logo depois foi para o Nancy, na França. Ele ficou três meses em teste, mas acabou não passando. Outro time francês, o Evian, mostrou interesse em seu futebol, mas como era fim de temporada, o atacante decidiu não ir para lá.

Na mesma época, surgiu na vida de Wesley o Trencin, clube de futebol da capital da Eslováquia. O atleta passou no teste e logo na primeira temporada marcou oito gols em 22 jogos. O sucesso no Campeonato Eslovaco não passou despercebido, e o atacante foi contratado em 2016 pelo Club Brugge, da Bélgica. O valor da transferência foi de 300 mil euros.

Com a ajuda de jogadores brasileiros do time e do treinador Michael Preud’homme, que jogou vários anos no Benfica de Portugal e arranhava no português, Wesley começou a ganhar confiança e a se destacar nos jogos. Foram dois títulos da Liga Belga e 29 gols pelo Club Brugge. Em 2017, o juiz-forano fez 13 gols, sendo eleito o melhor jogador jovem da Jupiler Pro League. Em 2018, ele balançou as redes 17 vezes e chamou a atenção do Aston Villa.

Características e atuação contra o Everton

Com 1,91m e faro de artilheiro, Wesley já foi comparado inúmeras vezes ao atacante belga Romelu Lukaku, um dos carrascos do Brasil na Copa do Mundo de 2018, e que hoje defende a Internazionale de Milão. O centroavante juiz-forano sabe aproveitar sua força e sua estatura para fazer a função de pivô com muita qualidade, além de ser excelente no jogo aéreo. Na partida contra o Everton, os zagueiros e volantes do Aston Villa faziam lançamentos para que o centroavante, de costas para a defesa adversária, pudesse dominar e segurar a bola no campo de ataque, desafogando a pressão contra sua equipe e gerando oportunidades de contra-ataque.

Wesley atuou como a referência em uma linha de três no ataque, que também contava com o espanhol Jota na direita e o egípcio Trezeguet na esquerda. O gol do brasileiro foi após um cruzamento rasteiro de Jota, que encontrou Wesley exatamente no momento em que ele, usando sua capacidade de posicionamento, apareceu por trás da zaga adversária e tocou de primeira para o fundo da rede. Nos minutos finais do jogo, o centroavante recebeu um lançamento vindo da defesa, driblou o marcador e tocou para o capitão Jack Grealish, que deixou o holandês El Ghazi frente a frente com o goleiro para marcar o segundo gol. A partida contra o Everton mostrou que o juiz-forano deve continuar atuando como titular do Aston Villa e pode se tornar um dos destaques da Premier League nesta temporada. E, quem sabe, ser convocado pelo técnico Tite para a seleção brasileira.

Por Lara Valentim e Vinícius Tirapani

Juiz-forano pedala 310 quilômetros em 19 horas até Aparecida

O ciclista e corredor de montanhas Jaime Moura, 53, atingiu a meta de pedalar de sua cidade natal, Juiz de Fora, até a Basílica de Nossa Senhora da Aparecida, no estado de São Paulo, em dois dias. O juiz-forano saiu da cidade na manhã do sábado, 24 de agosto, e chegou a Aparecida por volta das 16h do dia seguinte. Segundo ele, foram 19 horas em cima da bicicleta e sete horas para um rápido descanso no caminho.

“Foi a primeira vez que percorri uma distancia tão longa. Optei por ir passando pelas cidades, a cada placa de cidade parecia que me dava mais energia e me enchia de emoção. Na chegada foi um turbilhão de pensamentos bons, paz interior e sentimento de dever cumprido.”

Jaime Moura no santuário de Aparecida (Foto: Arquivo pessoal)

Ainda segundo o ciclista, a viagem foi uma forma de agradecer por tudo que o esporte representa em sua vida e onde a fé o levou: “O esporte fez com que minha vida melhorasse. Eu era obeso e sedentário e, desde que comecei a pedalar e a correr, minha qualidade de vida melhorou drasticamente. Devido a isso, conclui que obtive certas graças, e nada mais justo que agradecer num lugar de paz.”

Na chegada à Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Jaime foi homenageado pela Arquidiocese de Aparecida pela peregrinação. “O sentimento de ser homenageado foi o melhor possível. Fiquei muito emocionado. Linda recordação que irei emoldurar.”

Esporte por amor

Jaime Moura é o atual terceiro colocado do ranking do Campeonato Sul Fluminense de Corridas de Montanhas (RJ). Ele relata que não tem patrocínio e pratica a corrida e o ciclismo inteiramente por paixão ao esporte. “Patrocínio não tenho nenhum, porém gosto de desafios e conseguir sempre mais. O esporte me fez ter essa qualidade de vida e é isso que tento passar aos outros, dando exemplo.”

Por Luiz Gustavo Freitas

Alexandre Ank é bronze no Parapan de Lima

Paratleta juiz-forano vence quatro partidas e se despede da competição com o terceiro lugar

Em disputa pelo tênis de mesa nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, o juiz-forano Alexandre Ank conquistou no sábado, 24, a medalha de bronze na modalidade. Após vencer quatro partidas até a semifinal, Ank acabou sendo derrotado pelo chileno Cristian González por 3 sets a 2 e encerrou sua participação na competição com o terceiro lugar. Mesmo subindo ao pódio, o paratleta afirma que o objetivo era ser campeão. No entanto, a derrota serve de empenho para o fortalecimento dos treinos daqui para frente: “Agora é continuar treinando e corrigir os detalhes. Me preparei pra vencer e ser campeão. Fiquei muito triste, mas são nessas horas que buscamos energias renováveis para recomeçar“, afirmou.

O paratleta local teve três duelos na quinta-feira, 22, com 100% de aproveitamento. Ank venceu, no primeiro dia de competição, o venezuelano Noel Sandoval, o chileno Maximiliano Rodríguez e o atleta Edward Schneider, dos Estados Unidos. Na partida das quartas de final, uma vitória sobre o mexicano Jesus Salgueiro por 3 sets a 1.

Agora, após a participação no Parapan, o mesa-tenista segue o planejamento para o restante das competições na temporada. “Temos duas etapas mundiais, uma na Argentina e outra em Costa Rica, além do campeonato nacional. Vamos buscar recursos para disputar essas etapas e conseguir novas medalhas e conquistas”, conclui Ank.

Por Franklin Ribeiro

O instante inicial

Por Vinicius Serra

Junho de 1997. Poucos meses depois, meu time de coração viria a conquistar um dos seus maiores títulos. Na época, não fazia ideia do que se tratava esse tal de futebol, os 90 minutos que fazem a diferença na vida de muita gente. Duas décadas depois, várias imagens capturadas e inúmeros sentimentos despertados, apenas esperando o próximo apito para serem atualizados. Dentre tantos roteiros, fica difícil escolher o melhor.

Quando se é criança, ficar entretido com a mesma coisa por mais de uma hora é complicado – a hiperatividade toma conta do corpo, que precisa fazer mais do que ficar sentado na frente de uma tela. O negócio é bola no pé. 

Existem duas maneiras para sempre ser titular quando se vai jogar com os amigos. 

Primeira: Ser bom de bola.

Segunda: Ser o dono da bola.

Eu fico com a segunda. Seja na quadra, de chuteira, ou na rua, com golzinho de chinelo e perdendo a tampa do dedo, o importante é jogar. Qualquer objeto no chão vira bola, e qualquer espaço entre duas coisas vira trave. Voltar para casa suado, depois de horas jogando, e ter a cara de pau de perguntar para mãe: Posso lavar só o pé?

O momento de escolher o time do coração é crucial. Pro resto da vida, essa vai ser sua principal fonte de alegria e tristeza. Nem sempre é uma “escolha”… tem sorte aquele que pode realmente escolher, tem sorte aquele que, por conta do pai, ou da mãe, do tio, do avô, sempre vai ter companhia na hora de compartilhar as emoções. O escudo estampado no peito da primeira camisa que você ganhou, os patrocínios impossíveis de ler de tão gastos e o número atrás, que não passa de uma sombra. Mas, toda vez que veste, é como se fosse a primeira.

O time tá ruim, não ganha de ninguém; mas deixa o do lado falar que tá ruim pra ver! Só eu posso criticar meu time. Quando acabou o jogo, eu disse que não veria mais uma partida desse time? Disse. Cumpri? Não. Aquela pequena chama da esperança dificilmente se apaga, porque só quem comemorou um gol sabe a sensação. O gol do título, marcado pelo jogador que há um segundo era o pior jogador da história. Uma cobrança de falta no último minuto, a respiração do cobrador entra em sincronia com o a do torcedor, o caminho da bola até a meta é em câmera lenta, um momento de suspiro e……… o incomparável som da bola estufando a rede. 

GOL.

Se for uma disputa de pênalti? Aí depende! Desde que meu time não esteja envolvido, tudo certo. Porém, se for pra ser, que seja em Copa do Mundo, aos gritos de TETRA! Época de Copa do Mundo é diferente: dois meses do ano são especiais, é possível sentir o clima de Copa logo pela manhã. Reunir a família e recolher cedo o dinheiro do bolão, que é para não dar tempo de desistir. Na hora do jogo, o tio vai atacar de treinador e relembrar como, na época dele, a seleção era melhor. 

Não importa o ano, o Galvão vai estar lá pra gritar: “Olha o gol, olha o gol”. E, nesse instante, todos vão comemorar, até aquela tia que não faz ideia do quê está acontecendo em campo… Mas quem se importa? É feriado, é dia de Brasil!

Os melhores jogos envolvem os melhores jogadores, as quarta-feiras são reservadas para isso. Vinte e sete de julho de 2011, nove e quarenta e cinco da noite, Flamengo versus Santos, Neymar contra Ronaldinho Gaúcho. Nenhuma partida envolvendo esses elementos seria a mesma após esse dia. É também às quartas que aumentamos o volume da TV  para ouvir os violinos tocando em mais uma tarde de Chaaaampions!

Aumentar o volume e fazer parte, mais uma vez, da muralha amarela ou da parte vermelha de Liverpool e se arrepiar com You never walk alone.

A melhor partida que eu assisti?

Eu não sei.

Mas, com certeza, a mais importante foi a primeira.

Juiz-forano na elite do futebol inglês

Wesley Moraes, de apenas 22 anos, chegou ao Aston Villa em 2019. A
transferência do atleta para o clube sediado na cidade de Birmingham e que atualmente disputa a Premier League foi a mais cara do time inglês. Além disso, Wesley Moraes é o primeiro brasileiro a defender a camisa do Villa.

O jovem juiz-forano balançou as redes pela primeira vez nesse final de
semana, em partida contra o Everton, ajudando seu time na vitória por 2×0 – a primeira na temporada. Além de marcar o seu gol, Wesley deu a assistência para o segundo e foi considerado o destaque do jogo.

Wesley Moraes em ação pelo Aston Villa (Foto: Acervo pessoal do jogador)

Revelado pelo Itabuna, da Bahia, o jogador teve passagem por dois times europeus: Trencin, da Eslováquia, no qual conquistou o campeonato eslovaco na temporada 2015/2016, e Clubb Brugge, da Bélgica. Por esse último, o atacante disputou 130 jogos, marcou 38 gols e deu 14 assistências. Além disso, conquistou o bicampeonato belga (2015-2016 e 2017-2018) e a Supercopa da Bélgica por dois anos seguidos (2016-2017 e 2018-2019) e virou xodó da torcida.

Apesar de muito jovem, Jacaré, como é apelidado, já projeta um futuro brilhante pela frente. Cria da base do Sport Clube Juiz de Fora, o atacante recém-contratado vive uma ótima fase em sua carreira.

Por Maria Eduarda Ferreira