Projeto de Extensão do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF) que reúne estudantes apaixonados por esporte, com o objetivo de produzir conteúdo esportivo em diferentes plataformas. Supervisão: Professora Gilze Bara; Apoio: Professor Gustavo Burla; Estudante bolsista: Mateus Oliveira
O jogo realizado no sábado, 24, no Centro de Treinamento Flavio Pentagma Guimarães, em Contagem, terminou com um empate em 2×2 na primeira partida das quartas de final do Campeonato Mineiro sub-20.
Responsável por um dos gols do time de Santa Terezinha, Pedro Lolote “desencantou” e ajudou o time na busca pela vaga. “Saímos com um empate, mas com a sensação de que poderíamos ter ganhado o jogo pelo que fizemos em campo. Graças a Deus contribuí fazendo o gol! E agora vamos focar no próximo jogo, em casa”, disse o atleta.
O técnico do Tupi, Wesley Assis, explica que gostou do desempenho do time em campo, jogando fora de casa: “Nós traçamos uma estratégia, trabalhamos a semana inteira e saímos satisfeitos pela luta e pela entrega, mas chateados com a questão da arbitragem confusa, com lances duvidosos. Mas isso é do futebol. Respeitamos o Coimbra, a história deles, mas fizemos um jogo aqui dentro de igual para igual. Temos outra batalha e temos certeza de que em Juiz de Fora será um bom jogo mais uma vez”.
O Tupi entra em campo novamente no próximo sábado, 31, em Juiz de Fora. Para se classificar, precisa apenas de um empate por qualquer número de gols, já que teve a melhor campanha na fase classificatória.
Para os amantes do esporte, os Jogos do Pan-Americanos de Lima não deixaram a desejar. Foram pouco mais de duas semanas assistindo aos nossos atletas conquistarem a marca histórica de 177 medalhas. Ocupamos a segunda colocação no ranking de medalhas, depois de 56 anos. Ótimos resultados que fizeram reascender, ou inflamar, a chama do otimismo para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.
Em particular, vibrei junto com as meninas do handebol, que conquistaram o hexa na modalidade em Jogos Pan-Americanos. Entre tantos outros esportes, como vôlei, basquete, natação, atletismo, a coleção de medalhas foi só aumentando e o coração pulsando forte de orgulho. Confesso que as artes marciais foram o esporte que menos acompanhei durante os Jogos de Lima, mas por acaso liguei a televisão no momento em que Rafaela Silva entrava no tatame para, em seguida, conquistar o ouro no Pan, a única marca que lhe faltava. Naquele momento, a vibração foi diferente, porque desde as Olimpíadas do Rio 2016 me tornei fã, não somente do judô, mas da história de uma atleta.
O que você estava fazendo sete anos atrás? Eu, Laura Figueiredo, estava cursando o 8° ano do ensino fundamental, aguardando ansiosamente pelas aulas de educação física. Mas há sete anos, Rafaela Silva enfrentava o pior momento de sua carreira. Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, a judoca chegou como favorita ao ouro, ocupando a quarta posição do ranking mundial, mas foi eliminada, ainda na segunda fase, por conta de um golpe ilegal para a modalidade. Naquele momento, Rafaela havia perdido a chance de mostrar ao mundo que a menina da Cidade de Deus tinha alcançado seu maior sonho. Se não bastasse a frustação, a atleta foi alvo de ataques racistas nas redes sociais. Rafaela chegou a desistir do esporte, mas voltou aos tatames para conquistar o Mundial em 2013.
Eu conheci a história de Rafaela em 2013, em uma matéria de televisão que mostrava a superação da atleta. Em 2016, vibrei em cada uma de suas lutas e, quando o ouro chegou, foi impossível segurar a emoção. Quem não se lembra das lágrimas da judoca ao cantar o hino nacional no ponto mais alto do pódio? A conquista de Rafaela foi, para mim, a certeza do que eu queria fazer no futuro. Ali, vendo toda a emoção contida por anos sendo colocada para fora, com tanto gosto, me senti motivada a querer vibrar ainda mais com o que eu tanto amava. Desisti de tentar a faculdade de educação física para poder contar todo o sentimento que o esporte me trazia. O jornalismo surgiu não como uma opção de curso, mas como um caminho para a vida.
Rafaela Silva, judoca, campeã Olímpica, Mundial e, agora, Pan-Americana, mostrou ao mundo que a menina da Cidade de Deus conquistou seus sonhos, motivou sonhos de outras pessoas e que ainda quer muito mais! Que venham os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e que muitas outras “Rafaelas” surjam para inspirar outras “Lauras” por aí.
Os 20 pilotos da temporada 2019 da F1 (Foto: Divulgação F1)
Estamos nas férias de verão da F1 2019 e, após doze corridas, a soberania dos últimos anos da Mercedes e de seu pentacampeão Lewis Hamilton segue a todo vapor. Diferentemente dos outros anos, em que Hamilton tinha como principal adversário o alemão Sebastian Vettel, neste ano outro piloto tem incomodado o inglês e dando o que falar nas últimas corridas: Max Verstappen. O holandês tem impressionado na temporada e sua regularidade tem assustado o piloto da Mercedes, e há quem diga que Max é o melhor piloto da temporada. Sobre a regularidade de Verstappen, o piloto da RBR está há 21 corridas terminando sempre entre os cinco primeiros. Conhecido no começo da carreira como um piloto de cabeça quente e sempre fazendo barbeiragens nas pistas, Max espantou esses males e, agora, se mantiver a regularidade, pode até sonhar em conquistar o Mundial.
Max Verstappen após a grande vitória no GP da Áustria ( Foto: LEONHARD FOEGER / REUTERS )
Já do outro lado da RBR, o seu segundo piloto, o francês Pierre Gasly, não tem tido a mesma competência de seu antigo companheiro. Sim, antigo companheiro. Isso porque os péssimos resultados fizeram com que ele fosse rebaixado para Toro Rosso, espécie de uma filial da RBR. Para o seu lugar, Alexander Albon, da Toro Rosso, foi promovido para a equipe principal. Já na icônica Ferrari, as coisas não andam nada bem. Nenhuma vitória. Péssimas estratégias de corridas. Falhas nos pits stop. Isso quando o problema não é no motor. O chefe da scuderia italiana, Mattia Binotto, está com a corda no pescoço em Maranello, sede da equipe, e pode até perder o cargo.
Vettel mudando a placa após perder o GP do Canadá por duvidosa punição (Foto: GETTY IMAGES)
Outro destaque da temporada até aqui fica por conta da McLaren, que depois de alguns anos sofrendo com os motores Honda, parece estar se dando muito melhor com os motores da Renault. Os dois pilotos da equipe inglesa também são destaque. Carlos Sainz e Lando Norris estão sempre marcando pontos e levando a equipe rumo à quarta força do grid. Kimi Raikkonen, mesmo com um carro inferior como é o da Alfa Romeo, está mostrado resultado. As decepções também são a Renault, que tem ido muito mal, principalmente com Daniel Ricciardo, e a tradicional Willians, que em doze corridas conseguiu marcar apenas um ponto.
Para os fãs, como eu, essas férias já estão durando uma eternidade, mas temos a certeza de que o campeonato voltará ainda melhor no próximo dia primeiro com o GP da Bélgica. E que as grandes disputas da primeira parte da temporada se multipliquem neste resto de campeonato!
“Meu auge não foi no Paris Saint-Germain, nem no Saint-Étienne e, sim, pelo meu São Paulo, com a conquista do Mundial e de três Brasileiros seguidos”
Aloísio José da Silva, mais conhecido como Aloísio Chulapa, o Rei do Danone e do “mim acher”, é das figuras mais simpáticas do futebol. Pessoa que rodou o mundo sem nunca perder o carisma e o jeito simples de ser, tem o sorriso fácil e constante no rosto. Nascido na cidade de Atalaia, a 30 minutos da capital Maceió (AL), Chulapa é extremamente orgulhoso de sua cidade natal. Prova disso é a escolinha de futebol AL14, criada por ele com objetivo de tirar as crianças das ruas e incentivá-las a fazer o bem. Durante entrevista, Aloísio revelou que sonha com o dia em que haverá, na AL14, o descobrimento de um novo “Aloísio Trombador” para honrar o nome de Atalaia pelo Brasil e pelo mundo.
O começo
Chulapa sempre teve o sonho de ser jogador de futebol e conta que, durante a época da escola, gostava de esperar a tão sonhada hora do intervalo, para jogar bola. Ele brinca que tinha o privilégio de repetir o almoço três vezes, já que sua mãe era a merendeira.
A ida para o CRB foi de uma hora para outra, aos 17 anos. Até então, ele havia desistido do futebol e trabalhava em uma usina para ajudar em casa, já que a situação, na época, não era muito boa devido à perda do pai aos 12/13 anos. “Quando eu fui mandado embora, meu amigo Márcio Pereira (zagueiro e primeiro jogador a sair de Atalaia profissionalmente), junto com o treinador Pompeia e o presidente Valdemar Correia, que eram encantados pelo meu futebol, me levaram para fazer teste no CRB e, logo em seguida, eu já estava no Flamengo, no Goiás e depois no mundo todo”.
Aloísio, em 1995, jogando pelo Flamengo – Fonte: Google
Essa transição ocorreu rapidamente porque o presidente do CRB, Walter Pitombo Laranjeiras, era próximo do mandatário do Flamengo, Kléber Leite. Todo mês, uma caixa de isopor era enviada ao Rio de Janeiro com alimentos típicos de Alagoas. Naquele mês, Walter prometeu mandar “farinha, camarão e carne seca pelas mãos de um atacante trombador”. Chulapa viajou ao Rio, entregou a encomenda e, passando no teste, acabou ficando de vez.
Amizades no futebol
Contando sobre as amizades feitas durante todo esse tempo, times e lugares pelos quais passou, Chulapa cita três nomes que o marcaram. Romário, o primeiro a ser citado, é, em sua opinião, o maior e melhor jogador de todos os tempos: “No tempo em que eu fiquei no Flamengo sendo banco dele, aprendi muito e segui ótimos conselhos dados por ele. Não é à toa que coloquei o nome do meu filho de Aloísio Romário, para homenageá-lo.”
Irmão de sangue – Fonte: Google
Adriano Imperador é considerado por Chulapa como se fosse seu irmão de sangue: “Quando estamos juntos, gostamos de ficar horas conversando e bebendo nosso Danone. Quando o São Paulo contratou o Imperador para jogar comigo e formar ali ‘as torres gêmeas com capa do Batman’, o termo ‘Danone’ lhe foi apresentado”, brinca Chulapa. A dupla se reencontrou depois de anos, e Adriano chamou o amigo para ir a um bar e relembrar dos tempos mais difíceis. E citou “Danoninho com colarinho”, fazendo com que o amigo estranhasse. “Eu perguntei: ‘Quê’? Vamos tomar uma cervejinha… Didico respondeu: ‘É esse mesmo!’”. A partir daí, levou o termo para Atalaia e, hoje em dia, brinca estar mais famoso com ele do que quando jogava.
Companheiro de time e de vida – Fonte: Google
Por último, mas não menos importante, Chulapa cita o seu maior parceiro dentro e fora de campo: Alex Dias. Jogando juntos três anos no Goiás, dois no Saint-Étienne, um no Paris Saint-Germain e depois mais um ano no São Paulo, não faltam histórias para contar, tanto dentro de campo, como fora dele, sempre nas festas, juntos, tomando o glorioso “Danone”.
Time do coração
Grande Paixão – Fonte: Google
Mesmo nascendo em uma região onde o Flamengo e times locais têm muito mais força, Aloísio se considera São-paulino desde criança e conta que um dos maiores orgulhos da sua vida é ter honrado a camisa do time. “Fazer o gol contra o Boca Juniors e dar aquela alegria para a torcida do tricolor foi um orgulho muito grande para mim. Na época, toda a imprensa e torcedores duvidavam da gente, e eu consegui abrir a capa do Batman nesse dia e fazer o Morumbi ferver de alegria. Já a assistência para o gol do Mundial é totalmente sem explicação para mim. Eu, como tricolor desde criança, vestir a camisa do São Paulo e honrá-la logo no Mundial é um privilégio que não é para qualquer pessoa”.
Mesmo passando por tantos times importantes e deixando sua marca em todos, nada supera o sentimento tricolor para Chulapa “Meu auge não foi nem no Paris Saint-Germain, nem no Saint-Étienne e, sim, pelo meu São Paulo, com a conquista do Mundial e de três Brasileiros seguidos.”
Hoje em dia
Despedida entre amigos – Fonte: Google
Aloísio Chulapa se despediu do futebol no dia 10 de dezembro de 2017, aos 42 anos. Com uma carreira marcada por importantes títulos, momentos e amizades, o tempo chegou para o Rei do Danone. A despedida foi em Atalaia, com amigos da cidade onde nasceu e outros feitos no futebol. Chulapa dançou forró e bebeu muito Danone.
Após a despedida do futebol, Aloísio participou do reality Power Couple Brasil e também de A Fazenda. Mas ainda sobre futebol, Chulapa diz que, com um “cheque em branco” nas mãos, contrataria três jogadores para seu time hoje em dia: Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.
Natural e cidadão benemérito da cidade mineira, ex-jogador e treinador lembra das comparações com Carlinhos e Jayme de Almeida: “Contrariamos o ditado”
Andrade marcou era no Flamengo como jogador e treinador – Foto: Gilvan de Souza/Lancepress!
Há quase dez anos, o Flamengo conquistava o seu último Campeonato Brasileiro. No comando estava Jorge Luiz Andrade da Silva, ou só Andrade. Além dos títulos vestindo a camisa rubro-negra como jogador, como Campeonato Brasileiro (quatro vezes), Mundial de Clubes, Copa Libertadores da América e Campeonato Carioca, ele também marcou seu nome como treinador do clube. Entretanto, apesar dos 70% de aproveitamento, o técnico foi demitido e começou a trabalhar em clubes de menor expressão. Em 2017, decidiu largar a carreira e montar uma empresa de distribuição de frutas no Rio de Janeiro.
Em entrevista exclusiva, Andrade relembrou o título do Campeonato Brasileiro de 2009. Segundo o ex-treinador, a equipe percebeu que era possível ser campeã quando venceu concorrentes diretos:
“A percepção sobre o título ocorreu quando fomos vencendo duelos contra equipes que estavam disputando a conquista anteriormente. Eu falei pra eles que era possível. Inicialmente, alguns receberam isso com desconfiança, mas isso foi mudando à medida que vencemos jogos importantes, como o Palmeiras, no Parque Antártica, o Atlético Mineiro, no Mineirão, e também o São Paulo, no Maracanã, além de empatarmos com o Internacional, no Sul, debaixo de muita chuva. Com isso, não tinha como dizer que não estávamos no páreo. Os jogadores foram acreditando no que eu falei e foram conquistando a confiança necessária para chegar ao título.”
Andrade também revelou que Adriano chamava os mais jovens para treinar finalizações após os treinos:
“Pela história que ele (Adriano) já tinha no futebol, acabou se tornando uma referência. Ele não era uma pessoa de se expor muito, mas a sua presença no grupo já fazia a diferença. Era um cara que, quando precisava, chamava os mais jovens para treinar finalização após o término dos trabalhos diários. E ele era sempre ouvido por todos.”
Carlinhos, Jayme de Almeida e Andrade têm algo em comum: além do sucesso como jogadores, os três assumiram o comando do Flamengo de maneira interina e foram campeões também à beira do campo. No entanto, apesar de contrariarem o ditado de que “santo de casa não faz milagre”, não foram valorizados como deveriam:
“A minha história com Carlinhos e Jayme é bem parecida. Somos ex-jogadores e formados pelo clube. É aquele ditado: santo de casa não faz milagre. Porém, contrariamos o ditado. Carlinhos foi duas vezes campeão Brasileiro. Jayme foi campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Carioca. Eu tirei o Flamengo da fila após 17 anos. Só que, infelizmente, o nosso trabalho não foi reconhecido. A vida é feita de ingratidão e de não valorizar as pessoas que deveriam ser valorizadas. Isso também já havia acontecido comigo como jogador. Mas eu não posso me queixar, já que fui campeão de tudo com o Flamengo.”
Andrade traça um paralelo de sua história com Jayme de Almeida e Carlinhos – Foto: Reprodução
Após a conquista do Campeonato Brasileiro, Andrade, natural de Juiz de Fora, recebeu outro título: cidadão benemérito da cidade. Lembrando as raízes, ele avaliou o Tupi e o Tupynambás, além de compará-los com os clubes de São Paulo. De acordo com o ex-treinador, devido à crise no Brasil, as equipes não têm mais apoio da prefeitura e sofrem para conseguir bons patrocínios. Por consequência, não fazem boas campanhas como antes:
“Após o falecimento da minha mãe, não tenho ido à cidade com tanta frequência. Porém, tenho irmãos em Juiz de Fora, que moram no Grajaú, e sempre que posso vou fazer uma visita e ver como eles estão. Eu não deixo de acompanhar o Tupi e o Tupynambás nesse momento difícil. No Rio de Janeiro, você vê muitos clubes de menor expressão acabando. Posso dar o exemplo de Campo Grande, Olaria e São Cristóvão. Muitos desses clubes de menor expressão recebiam e dependiam de ajuda das prefeituras, o que hoje não ocorre tanto devido à situação política do país. Grande parte dessas instituições, ao contrário dos grandes clubes, não consegue bons patrocínios e, sem esse apoio, sofre para realizar bons trabalhos. Recentemente, conversei com um amigo. Ele disse que clubes de São Paulo ainda conseguem sobreviver por conta das grandes empresas que estão por lá. Antigamente tínhamos clubes menores fazendo grandes campanhas, mas hoje, infelizmente, o destaque é quase exclusivo para Flamengo, Palmeiras, São Paulo… Essas equipes se fortalecem cada vez mais, e os pequenos vão perdendo força e, às vezes, até fechando as portas. É uma pena para o futebol.”
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA:
Nucesp: Relembrando o Campeonato Brasileiro de 2009, na 21ª rodada o Flamengo ocupava apenas a 14ª colocação. Entretanto, com uma arrancada nas últimas 18 rodadas, com apenas duas derrotas, sagrou-se hexacampeão. Qual era o diferencial daquele time? Qual a importância de grandes jogadores, como Pet e Adriano? Qual fator que você julga como determinante para a conquista? Dentro de casa, com apoio da torcida, o Flamengo conseguiu 12 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas.
Andrade: A diferença daquele grupo era a união. Quando eu assumi, disse a eles que tínhamos que estar focados nos nossos objetivos. Nós tínhamos dois jogadores acima do nível, que era o Petkovic e Adriano. Eles acabaram sendo uma referência muito grande também, até pela carreira deles. O Petkovic tinha uma carreira vitoriosa no futebol brasileiro e o Adriano, principalmente, era conhecido no mundo todo por ter jogado na Europa e feito sucesso lá. Eram lideranças naturais dentro desse grupo.
Com a arrancada a qual já citamos, o Flamengo foi se aproximando da Libertadores e até do título. Em qual momento vocês viraram a chave e viram que era possível ser campeão? Em uma entrevista, você cita que Adriano foi importante nisso – disse nos bastidores que era possível brigar pelo título.
A percepção sobre o título ocorreu quando fomos vencendo duelos contra equipes que estavam disputando a conquista anteriormente. Eu falei pra eles que era possível. Inicialmente, alguns receberam isso com desconfiança, mas isso foi mudando à medida que vencemos jogos importantes, como o Palmeiras, no Parque Antártica, o Atlético Mineiro, no Mineirão, e também o São Paulo, no Maracanã, além de empatarmos com o Internacional, no Sul, debaixo de muita chuva. Com isso, não tinha como dizer que não estávamos no páreo. Os jogadores foram acreditando no que eu falei e foram conquistando a confiança necessária para chegar ao título.
Tenho uma curiosidade sobre importância do Adriano Imperador nos bastidores. Dentro de campo, em 30 jogos, ele fez 19 gols. Quem foi Adriano nesta arrancada?
Pela história que ele já tinha no futebol, acabou se tornando uma referência. Ele não era uma pessoa de se expor muito, mas a sua presença no grupo já fazia a diferença. Era um cara que, quando precisava, chamava os mais jovens para treinar finalização após o término dos trabalhos diários e era sempre ouvido por todos.
O seu currículo fala por si. Por que você acha que não teve mais chances em um clube grande no Brasil? Qual paralelo que você faz da sua história com Carlinhos e Jaime de Almeida, por exemplo?
A minha história com Carlinhos e Jayme é bem parecida. Somos ex-jogadores e formados pelo clube. É aquele ditado: santo de casa não faz milagre. Porém, o milagre aconteceu. Carlinhos foi duas vezes campeão Brasileiro. Jayme foi campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Carioca. Eu tirei o Flamengo da fila após 17 anos. Só que, infelizmente, o nosso trabalho não foi reconhecido. A vida é feita de ingratidão e de não valorizar as pessoas que deveriam ser valorizadas. Isso também já havia acontecido comigo como jogador. Mas eu não posso me queixar, já que fui campeão de tudo com o Flamengo.
Dá pra fazer outro paralelo entre sua carreira como jogador, sem muitas chances na seleção brasileira, apesar de brilhar no Flamengo no final dos anos 70 e início dos anos 80, com a falta de chances como treinador?
Naquela época, o Telê Santana era o treinador. Peguei uma época de Copa do Mundo e, talvez, ele não gostasse do meu futebol. Apesar de estar num bom momento e ter futebol para estar entre os convocados, não tive oportunidade de disputar uma Copa do Mundo. Na vida não podemos ficar lamentando. Depois eu joguei uma Copa América com o Parreira e uma Olímpiada com o Carlos Alberto Silva. Por tudo que conquistei, não posso ficar lamentando, apenas agradecer por todas as oportunidades que tive.
Você acha que merecia mais chances, visto que, sempre quando foi chamado, correspondeu à altura do clube? Por exemplo, em 2004 e 2005, após as saídas de Abel Braga e Celso Roth, respectivamente, evitou o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e foi campeão da mesma competição em 2009…
Claro, acho que sim. Não só eu, como Carlinhos e Jayme, que estiveram em situações parecidas. Todas as vezes que fui chamado como interino, fiz um bom trabalho. Por exemplo, livrei o Flamengo do rebaixamento em duas oportunidades e fui campeão em outra após 17 anos, enquanto os matemáticos davam 1% de chance. Acho que o trabalho merecia, sim, ter sido reconhecido, mas infelizmente não foi bem assim que as coisas aconteceram. A vida, às vezes, é ingrata, mas não dá pra ficar parado esperando algo acontecer, você tem que buscar outras oportunidades, seguir seu caminho. E foi o que fiz.
Beatriz Ferreira é a primeira mulher a conquistar o ouro no boxe feminino em Jogos Pan-Americanos
A boxeadora da cidade de Salvador e radicada em Juiz de Fora derrotou a pugilista argentina Daiana Sanchez na final dos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru). Beatriz Ferreira, a Bia, conquistou o ouro inédito na categoria de 60 kg. Com um sotaque carregado, a pugilista contou um pouco sobre a sensação de trazer a medalha para o Brasil:
“Eu já estava muito feliz de ter conseguido classificar e participar dos jogos Pan-Americanos. É um evento que todos os atletas de alto rendimento têm o sonho de participar. Se não é o Pan, é a Olimpíada. E fui muito feliz só de estar lá. E eu sabia que eu podia conseguir uma medalha. É claro que a gente almeja sempre a medalha de ouro e, quando eu vi que a chance era real, eu não acreditei. É muito gratificante!”
Bia Ferreira, na preparação para luta (Foto: Bia Ferreira/Arquivo Pessoal)
Bia Ferreira quebrou um jejum de doze anos sem medalha na modalidade. O último ouro havia sido conquistado pelo boxeador Pedro Lima, no Pan do Rio de Janeiro, em 2007. A categoria feminina é recente, já que essa foi apenas a terceira participação em Pan-Americanos. A atleta, portanto, não escondeu a felicidade de ter vencido a luta e conquistado a marca de ser a primeira brasileira a ganhar uma medalha de ouro no boxe.
A estreia de Bia Ferreira nos ringues foi com 18 anos, mas o início da paixão pelo boxe começou ainda na infância, quando assistia os treinamentos do pai, Raimundo Oliveira Ferreira, que é ex-pugilista:
“Me apaixonei pelo boxe e comecei a treinar desde novinha. Depois que comecei, não parei mais. Escolhi como profissão. Hoje eu sou atleta da Seleção Brasileira e atleta da Marinha do Brasil. Eu estou tendo sucesso na minha carreira. Nesses três anos como titular da Seleção, ganhei vários campeonatos. Eu amo o boxe e, se você trabalha com amor, você está sempre se divertindo.”
Após a participação no Pan-Americano de Lima, Bia voltou para Juiz de Fora e agora está focada nos treinamentos para as Olimpíadas de Tóquio em 2020. A meta é continuar conquistando medalhas para, assim, permanecer sempre no lugar mais alto do pódio.
Recém-contratado pelo Cruzeiro, o ex-técnico do Fortaleza, que foi motivo de disputa entre os dois maiores de Minas, chega com muitas dificuldades a serem enfrentadas. Este ano, o clube mineiro igualou sua pior temporada pelo Brasileirão, como ocorreu em 2011. Já são 11 jogos sem vencer, somando apenas 5 pontos de 33 disputados.
Rogério Ceni assume equipe celeste nesta terça-feira (13) (Foto: Estadão)
A má fase não ocorre apenas em campo. Recentemente, o time da capital foi denunciado por irregularidades financeiras, devido a transações para pagamento de dívidas. O caso envolveu ainda a Polícia Civil, que investigou e está apurando os fatos. Essa mistura negativa abarcou o clube e, com isso, a torcida cobra cada dia mais os esclarecimentos e a melhoria dos resultados. Na última rodada, contra o Avaí, os torcedores tiveram que se contentar com um empate em 2×2 na Ressacada. O que mais deve preocupar o atual treinador é o péssimo desempenho ofensivo. A raposa demorou 28 minutos para dar o primeiro chute ao gol, consequência também da fase que vive Fred, o maior artilheiro do clube, que está há 16 jogos sem balançar as redes e hoje completa o banco de reservas.
Entre críticas e elogios, as opiniões se dividem quanto à escolha do novo treinador, que, em 93 jogos pelo Fortaleza, acumulou 51 vitórias e conquistou três títulos pelo time nordestino – entre eles, a série B de 2018, garantindo o acesso à elite do futebol brasileiro. Fato é que muito se espera dos próximos capítulos desta história, que pode ser mudada em 6 de setembro, dia do jogo de volta contra o Internacional, pela Copa do Brasil. O time cruzeirense perdeu a primeira partida por 1×0, porém, se reverter esse resultado, mudaria a situação que vive. Além disso, seria a oportunidade para Ceni erguer um troféu inédito em sua carreira.
Fora da Copa do Brasil, a equipe celeste amargura sua classificação no Campeonato Brasileiro, no qual ocupa a 17ª posição, liderando o Z4 com 11 pontos (duas vitórias e cinco empates). Para incentivar o clube, a diretoria disponibilizará ingressos populares para o jogo de sábado contra o Santos, no Mineirão. O intuito é atrair maior público para a estreia do treinador e, claro, empurrar o time para afastar a má fase.
A estudante de Jornalismo e integrante do Núcleo de Comunicação Esportiva
do CES/JF (Nucesp), Patrícia Lima, fez a cobertura fotográfica dos jogos das
seleções feminina e masculina de handebol nos Jogos Pan-Americanos de
Lima 2019. A estudante, que viajou ao Peru acompanhando as seleções de
handebol, fotografou os dez dias de competições da modalidade, realizados no
ginásio Polideportivo 1 da Villa Deportiva Nacional. A seleção masculina
brasileira conquistou o bronze no Pan, enquanto a seleção feminina foi
hexacampeã da competição, garantindo, também, uma vaga para as
Olimpíadas de Tóquio no próximo ano.
Confira algumas das fotos feitas por Patrícia Lima durante os Jogos Pan- Americanos de Lima: