O handebol nos jogos Pan-Americanos de Lima 2019 

Na noite desse domingo, 11, os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 foram oficialmente encerrados. Foram dez dias de competições do torneio de handebol no ginásio Polideportivo 1 da Villa Deportiva Nacional (VIDENA), iniciando com feminino e seguido pelo masculino. Na terça-feira, 30, a Seleção Feminina do Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio. Já na segunda-feira, 05, foi a vez da Seleção Masculina do Brasil, que subiu ao pódio com a medalha de bronze no peito.

Com uma campanha invicta, a Seleção Feminina conquistou o hexacampeonato com um time de estreantes e veteranas de Pan-Americanos. De oito edições dos Jogos, apenas nas duas primeiras não foi tocado o hino brasileiro na cerimônia de premiação. O Brasil deixou Lima já pensando na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, sem esquecer do Mundial em dezembro deste ano, também no Japão.

“A experiência foi incrível. O grupo estava fechado e o bom humor reinava. Isso se refletia na quadra. Muito bom poder dividir quadra com jogadoras das quais eu sou fã e amiga. Isso deixa essa experiência ainda mais especial. A vitória foi um reflexo do trabalho feito antes e durante a competição. Sobre a artilharia, eu acho que é resultado de todo o grupo, porque cada gol começa na defesa. É bom ser reconhecida, mas o mérito é do time todo”, comenta Adriana Castro, artilheira do Brasil com 27 gols em cinco jogos.

Foto: Confederação Brasileira de Handebol

Armadora central bicampeã pan-americana do Rostov-on-Don, da Rússia, Ana Paula Rodrigues explica o momento icônico logo após o apito final: as brasileiras quebraram o protocolo e dançaram a música Onda Diferente, de Anitta, Ludmilla, Snoop Dogg e Papatinho.

“Foi do nada. Estávamos ouvindo uma música lá no ônibus, era Um Morto Muito Louco. E eu falei: ‘Gente! Temos que dançar uma música na final! Ah, mas tem que ser uma música que os passinhos sejam fáceis para a aprendermos’. Aí a Tamires, que é a nossa dançarina oficial, disse que faria a coreografia. Tami fez, ensinou para nós e dançamos. Nos dias antes dos jogos, quando nos arrumávamos antes do aquecimento, ficávamos ensaiando no vestiário”, revela Ana Paula.

Já a Seleção Masculina teve como base da convocação atletas que alcançaram o inédito 9º lugar no Campeonato Mundial em janeiro, na Alemanha e na Dinamarca. Na campanha Pan-Americana, os brasileiros foram superados pelos chilenos por 29 x 32 na semifinal, num jogo equilibrado e disputado ponto a ponto. Além do ouro Pan-Americano, valia vaga olímpica para os Jogos de Tóquio em 2020 e era o caminho menos difícil. Agora, o Brasil espera a combinação dos resultados dos torneios continentais que estão previstos para janeiro de 2020 para tentar a vaga no pré-olímpico mundial.


“O objetivo de classificar para Tóquio pela via mais rápida infelizmente não foi atingido, nos preparamos muito para jogar o Pan de Lima e, em um campeonato de ‘tiro curto’, um dia que as coisas não saíram bem, o que nos prejudicou muito. Agora precisamos encontrar onde falhamos para, nas próximas competições, nos prepararmos ainda melhor e voltar a colocar o Brasil no lugar mais alto. Acreditamos que temos um grupo homogêneo e de muita qualidade e que podemos, em qualquer competição a nível mundial, apresentar um bom nível de handebol”, finaliza o goleiro Leonardo Terçariol, do BM Benidorm, da Espanha.

Por Patrícia Lima

(responsável por fotografar os jogos de handebol em Lima/Peru)

Galinho embalado no Mineiro Sub-20

Diferentemente do time profissional do Tupi, que foi rebaixado para o Módulo 2 do Campeonato Mineiro e eliminado ainda na primeira fase do Brasileiro da Série D, a equipe sub-20 do carijó vem fazendo bonito no Mineiro da categoria.

Após 14 jogos, o galinho divide a liderança da competição com o Atlético-MG e o Uberlândia, ficando atrás somente pelos critérios de desempate. Nesses 14 jogos, o time, com 10 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, coleciona duas goleadas, sendo uma de 7×1 sobre o América-TO e outra de 4×0 em cima do Villa Nova, além de uma importantíssima vitória de 1×0, fora de casa, sobre o Atlético-MG, concorrente direto na classificação.

O último triunfo da equipe foi na sexta-feira passada, em partida disputada no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio frente a equipe do Serranense: 2×0. Os gols da vitória carijó foram marcados por Samuel Cazares e Luiz Henrique (contra).

Comemoração do time após mais uma vitória no Campeonato Mineiro Sub-20 (Foto: RiseUp Midia)

O Tupi volta a campo no próximo sábado para encerrar a primeira fase da competição, diante da equipe do Betis F.C., em partida que será realizada na cidade de Ouro Branco. 

Confira a classificação do Campeonato Mineiro sub-20 após 14 jogos:

1° Atlético-MG – 32 PONTOS

2° Uberlândia – 32 PONTOS

3° Tupi – 32 PONTOS

4° América-MG – 29 PONTOS

5° Cruzeiro – 28 PONTOS

6° Coimbra – 24 PONTOS

7° Villa Nova – 20 PONTOS

8° Betis F.C. – 17 PONTOS

9° Serranense – 16 PONTOS

10° União Luziense – 16 PONTOS

11° América-TO – 15 PONTOS

12° Patrocinense – 14 PONTOS

13° Pouso Alegre – 13 PONTOS

14 ° Minas Boca – 12 PONTOS

15° Boston City – 12 PONTOS

16° Democrata-SL – 0 PONTOS**

** Equipe excluída da competição, perdendo todos jogos de 3×0 (W.O)

Por Mateus Oliveira

Enfim, acabou o Pan!

Ufa! Acabaram os Jogos Pan-Americanos de Lima! Que alívio!

Quem ler isso, deve achar que sou louca, né? Afinal, o Brasil teve o melhor desempenho da história em Pan-Americanos! Depois de 56 anos,ocupou novamente o segundo lugar na classificação geral, atrás apenas dos Estados Unidos, repetindo o feito do Pan de São Paulo em 1963. No Pan de Lima 2019, brasileiras e brasileiros conquistaram 55 medalhas de ouro (três a mais que no Rio em 2007), 45 medalhas de prata e 71 de bronze, totalizando 171 (14 a mais que no melhor desempenho de uma delegação brasileira em Pan). Além disso, o Brasil medalhou em 41 modalidades e onze delas melhoraram seu desempenho, sem contar que sete reservaram a passagem para a Olimpíada de Tóquio em 2020.

Durante pouco mais de duas semanas, vibrei com a ginástica artística, com a natação (viva a juiz-forana Larissa Oliveira!!!), com a vela, com o atletismo, com o judô, com o tênis de mesa, com o badminton, com o rugby, com o handebol, com o basquete – e como vibrei com o “ressurgimento” do basquete feminino!!! 

Durante pouco mais de duas semanas, conheci novas modalidades e novas provas, como o basquete de três e os revezamentos mistos na natação.

Durante pouco mais de duas semanas, sofri com o vôlei, meu esporte predileto, que amargou dois bronzes – um no vôlei de praia feminino e outro no vôlei de quadra masculino. E só. Alô alô, CBV, está mais do que na hora de repensar a estratégia de não mandar para o Pan nossos principais atletas da modalidade. Ainda bem que no meio do caminho vieram as classificações (pra lá de suadas, diga-se de passagem) para Tóquio 2020. Claro que os pré-olímpicos feminino e masculino eram prioridade nestes calendários encavalados, mas, quando for possível, levar os principais atletas para o Pan deve ser regra.

Então, tirando o sofrimento do vôlei, eu não deveria estar festejando o fim do Pan de Lima, certo? O problema – e que problema gostoso! – é que, durante pouco mais de duas semanas, eu só queria ficar em frente à televisão e ligada à Internet acompanhando as competições… Dormi tarde todas as noites, sofri pra ir trabalhar, deixei de estudar… Tudo por amor ao esporte! 

Agora, vida que segue, retomando a rotina e correndo atrás do sono e das tarefas em atraso. Pelo menos até Tóquio 2020! 🙂

Por Gilze Bara